EB 2,3 Infante D. Fernando - Biblioteca

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03/05/2022

A hora da biblioteca - 1º ano


A Lenda da Moura na Nora do Rio Seco

"Numa agradável noite de primavera, poucos dias da tomada do castelo de Faro, passava um soldado cristão muito próximo do Rio Seco, quando ouviu duas vozes tristes. Parou e pôs-se à escuta. Percebeu rapidamente que se tratava de uma conversa entre um velho Mouro e uma jovem Moura.
O homem angustiado dizia: -Lamento muito minha filha, mas vais ter que ficar aqui encantada. (...)"

As tradições e expressões orais fazem parte do nosso património, de um tesouro coletivo.

A fim de valorizar esta tão rica herança cultural e proporcionar momentos de estímulo ao sonho e ao imaginário, os professores, Ana Teresa e César, contaram a história e conversaram sobre a Lenda com os alunos, a fim de realizar a dramatização da mesma, bem como um trabalho de expressão plástica em parceria com a professora titular, a desenvolver na sala de aula.






 

07/04/2022

A simbologia da Páscoa


O termo “Páscoa” vem da palavra hebraica “pesah” e significa passagem. Para os povos antigos, esta palavra significava a passagem do Inverno para a Primavera. Atualmente, para os cristãos, simboliza a passagem de Jesus da morte para a vida, através da ressurreição.

 Na Idade Média, nesta época do ano, os antigos povos pagãos europeus homenageavam Ostera ou Esther – daí a origem do termo inglês Easter.

 Ostera era a Deusa da Primavera. Esta deusa era representada com um ovo na mão e a observar um coelho a pular alegremente aos seus pés, simbolizando a fertilidade. A deusa e o ovo que carrega são ambos símbolos da chegada de uma nova vida.


 Nesta época do ano, os povos antigos celebravam sempre a chegada dos dias maiores e festejavam a chegada da fertilidade.

 O Coelho da Páscoa é o animal que simboliza a Primavera e esta época do ano.

A ideia de usar o coelho para representar a fertilidade surge do facto de os coelhos se reproduzirem rapidamente e em grandes quantidades. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.

 Mas o que é que esta ideia de nascimento e de uma nova vida tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto na religião judaica como na religião cristã, esta data está associada à ideia de uma vida nova.

A forma como celebramos esta festa hoje acaba por juntar quer as tradições cristãs, quer as tradições das civilizações mais antigas.

(science4you)



 

07/05/2021

"Os Afetos" - exposição





 Encontram-se em exposição no átrio da escola os amorosos e divertidos Lenços dos Namorados, criados nas aulas de Pintura pelos alunos do 7º ano, turmas C,D e E. 
Coordenação da professora Conceição Carinhas e colaboração da professora Elisabete Tomás, docente de língua Portuguesa. 



"Muito antes da tecnologia ter tomado conta das nossas vidas facilitando (ou complicando?) as relações amorosas e conectando pessoas de todo o mundo, as declarações de amor das mulheres minhotas era feita com bordados. 

Fabricados a partir de um pano de linho ou de algodão com motivos variados, o lenço dos namorados, também conhecido por lenço dos pedidos, é uma peça de artesanato e vestuário típico do Minho.

Acredita-se que a origem do lenço dos namorados remonta aos séculos XVII ou XVIII, quando as senhoras nobres bordavam para passar o tempo. Pouco a pouco, foram sendo adaptados pelas mulheres do povo, dando-lhe um aspeto mais popular.Os lenços representavam o sentimento da rapariga em relação ao rapaz, onde ela bordava pequenos versos de amor e vários desenhos, alguns padronizados e com simbologias próprias. É frequente encontrar erros ortográficos nos lenços, fruto da iliteracia das bordadeiras da época.

As bordadeiras mantêm a tradição dos erros ortográficos."



30/10/2020

O Pão por Deus - o Doçura ou Travessura português


O Pão por Deus é uma tradição antiga e muito semelhante ao dia das Bruxas ou Halloween (dos países anglo-saxónicos), no qual as crianças batem às portas pedindo doces ou travessuras (trick or treat). 

Reza a história que o Pão por Deus tem raízes num ritual pagão do século XV que foi cimentado um ano depois do terramoto de 1755. Nesse dia, 1 de novembro, a população mais pobre de Lisboa terá aproveitado para sair às ruas e bater à porta dos mais afortunados e, assim, mitigar um pouco a fome.

A tradição manteve-se ao logo dos tempos, sobretudo fora das grandes cidades e com duas alterações significativas. O “peditório” passou a ser feito apenas por crianças e, em vez de pão, os donos das casas dão hoje bolinhos, romãs e frutos secos (em Trás-os-montes, por exemplo) ou doces e guloseimas. Para alegria de uns poucos, também há quem dê dinheiro.

No dia 1 de novembro, Dia de Todos-os-Santos em Portugal, as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos grupos para pedir o Pão por Deus (ou o bolinho) de porta em porta.

O dia de Pão por Deus, era o dia em que antigamente se oferecia pão, bolos, vinho e outros alimentos aos mortos, de forma a pedir pela sua alma – por isso, também é conhecido como o “Dia do Bolinho“.
As rimas e cantigas são normalmente descritas quando as crianças batem à porta. E em alguns casos vemos que detêm estrofes de agradecimento a quem oferece os doces, mas menos simpáticas para quem não o faz.

A Cantiga Inicial:
Bolinhos e bolinhós
Para mim e para vós,
Para dar aos finados
Que estão mortos e enterrados

À bela, bela cruz
Truz, Truz!

A senhora que está lá dentro
Sentada num banquinho
Faz favor de s’alevantar
Para vir dar um tostãozinho.

A resposta nas casas em que são ofertados doces:
Esta casa cheira a broa,
Aqui mora gente boa.
Esta casa cheira a vinho,
Aqui mora um santinho.

E a resposta para quem não os dá:
Esta casa cheira a alho
Aqui mora um espantalho.
Esta casa cheira a unto
Aqui mora algum defunto!

(Biblioteca D. Maria II)



A tradição no Algarve

Por altura do dia de “Todos os Santos”, no início de Novembro, que anuncia um ciclo de festividades ligado ao Culto dos Mortos, era tradição por todo o Algarve confeccionarem-se os figos-cheios, bombons de figo e estrelas de figo, por vezes chamados de “Santos”.

O figo e a amêndoa, terminada a época da apanha, eram os ingredientes principais destas iguarias que eram oferecidas a familiares e amigos, degustadas no dia de todos os Santos e Dia dos Finados com um cálice de aguardente, ou oferecidas à criançada que no dia 1 de Novembro batia de porta em porta com um saco de pano ou uma cestinha a pedir “pelos Santos” ou pelas alminhas.

Algarve Imaterial

 

05/04/2019

Concurso de Quadras Populares - Premiados

Entrega de prémios relativos ao concurso promovido pela biblioteca escolar no 1º Período.

1º Ciclo

   1º - Rodrigo Silva
2º - Inês Pereira
     3º - Daniel Ferreira






2º Ciclo

            1º - Gabriel Martins
               2º - Madalena Relego
3º - Luis Gil





Outros

Eugénia Isabel
Sandra Fernandes


A equipa da biblioteca felicita os premiados e todos os demais participantes.



31/10/2018

Exposição - Altar de Muertos


Exposição na biblioteca, no âmbito da celebração do Dia de Muertos, pelo Grupo de Espanhol, orientada pela professora Sílvia Dias.


El Día de los Muertos es considerado la tradición más representativa de la cultura mexicana y es desde la cultura Azteca que se popularizó en gran parte de Latinoamérica.



Según la tradición, el 1ro de noviembre se celebra a los niños difuntos, y el 2 a los adultos.

La creencia popular es que las almas de los seres queridos que se nos fueron regressan de ultratumba durante el Día de Muertos. Poe ello, se les recibe con una ofrenda donde se coloca su comida y bebida favorita, fruta, calaveritas de dulce y, si fuese el caso, juguetes para los niños.






02/05/2017

Maios e Maias




"No Algarve, em muitos lugares, é tradição no primeiro dia de Maio, criarem-se os Maios ou Maias, enfeitá-los e colocá-los na rua.

Estes bonecos e bonecas representando pessoas, em tamanho natural, cheios com palha, trapos, jornais amachucados e vestidos com roupa usada, são feitos pelas populações e acompanhados de reproduções de animais, objectos de uso comum, encenando actividades quotidianas, com dizeres a propósito em prosa e verso.

Estas tradições associadas ao início de Maio são reminiscências de costumes arcaicos ligados ao fim do Inverno e ao eclodir da Primavera. Assinalam a renovação da natureza e simbolizavam o poder fecundante da vegetação que desabrocha"

Atividade elaborada pelos alunos do 5ºC, em Cidadania, sob a orientação da professora Maria Do Carmo Arquilino.



22/02/2017

Good Morning with English Breakfast




Um pequeno almoço diferente do nosso, habitual, contudo tradicional no Reino Unido, foi servido esta manhã à comunidade escolar. 

A organização foi da responsabilidade das professoras Aida Viegas e Ana Baptista do Grupo Disciplinar de Inglês.







"The Full English Breakfast" também conhecido como ” full Monty” ou simplesmente, “fry up”!

Famoso, amado, criticado, apreciado, condenado, nutritivo, nem um pouco saudável. São muitas as opiniões, mas não podemos ignorar que ele faz parte da tradição inglesa há séculos e que nem se pense em criticá-lo na frente de um britânico!

Essa tradição data de 1800, quando a Rainha Victoria elevou o “breakfast” à refeição mais importante do dia, transformando-se numa forma de a classe média britânica demonstrar a sua riqueza e educação.

Porém, o “Full English Breakfast” não representava só riqueza. Durante a Revolução Industrial a classe operária alimentava-se desse “prato” regularmente, já que fornecia energia necessária para todo o dia de trabalho.

Em 1950, a tradição do café da manhã inglês atingiu o seu pico, com cerca de metade da população Britânica iniciando  o seu dia com o “Full English Breakfast”, transformando o que um dia foi considerado  “a refeição da nobreza” no café da manhã nacional, popular.

Até hoje o café da manhã estilo inglês é apreciado pela sociedade britânica e, por isso, ainda é servido em hotéis, pousadas (Bed and Breakfast), “pubs”, restaurantes e pelas famílias nas suas casas ao redor da Grã-Bretanha e copiado por muitos ao redor do mundo."

The English Breakfast Society




17/03/2016

Tradições e Costumes - O folar algarvio



A Tradição Portuguesa é uma herança ímpar de bens culturais, costumes e tradições de um País com mais de 800 anos de história.

Do Minho ao Algarve, Açores e Madeira, Portugal tem um património cultural de excelência, resultado da mistura de várias influências.
Civilizações que povoaram o território, dos fenícios aos romanos, dos mouros às novas gerações, do oceano que nos alimenta e nos conduziu aos Descobrimentos e ao intercâmbio com culturas de todo o mundo, do solo fértil ao clima ameno que nos tempera, a tradição portuguesa é um património para o mundo.

A Tradição Portuguesa revela-se no sabor de uma gastronomia riquíssima diretamente relacionada com as qualidades únicas dos produtos com que o solo e o mar a presenteiam e proporciona momentos deliciosos.




A Gastronomia Portuguesa tem referências mediterrânicas e atlânticas. O suporte da gastronomia do mediterrâneo, tem como base o pão, o azeite e o vinho, extensivo a todo o país, adicionando-se os produtos de origem hortícola e fruta fresca. Na tradição portuguesa gastronómica, os pratos e petiscos de carne, presuntos e enchidos tem uma particular relevância em todas as tradições regionais.

Por influência dos descobrimentos, a gastronomia portuguesa depressa passou a integrar o costume das especiarias e do açúcar, além de outros produtos, como a batata e o feijão, os quais passarem a ser considerados produtos essenciais.
(tradicaoportuguesa.pt)


A Sra. D. Lídia Correia, encarregada de educação na nossa escola, esteve na biblioteca com alunos do 5º e 6º Anos a explicar e demonstrar a tradição do folar que se faz desde há muito nas redondezas.

Nas festividades cristãs da Páscoa, o folar celebra a amizade e a reconciliação.

Pão doce, folar e bolo de folar (afolarado, como lhe chamou a inventora) foram as iguarias caseiras dadas a provar a todos os presentes. Irresistíveis e deliciosas.

"Eu sempre vivi muito estas coisas, a minha avó já me dizia que a semana da Páscoa era a do folar. Desde pequena que a ajudava para que não se perdesse a tradição. E até já ensinei à minha filha. Trouxe o pão doce, folar e o afolarado, todos feitos por mim, e olhe, paparam tudo, é porque estavam bons.
É preciso dar valor às tradições, cem por cento. Gostava que estas novas gerações fossem genuínas e puras como eramos antes. Fico mesmo satisfeita de falar sobre estas coisas."


Agradecemos a imensa generosidade e simpatia desta Senhora, os seus Saberes e ... Sabores.
Concordamos plenamente com a nota, mais que máxima, que lhe foi atribuída pela plateia, a seu pedido.





E aqui fica a receita do afolarado, inventado num dia em que se juntou muita família e não havia folar suficiente para todos.

6 ovos
4 chávenas de açúcar branco (ou 3 de açúcar amarelo)
4 chávenas de farinha
1 chávena de cacau
1 colher de sopa de canela
2 colheres de chá de ervas doces
1 colher de sopa de pó royal
1- chávena de óleo
1 chávena de leite

Batem-se os ovos inteiros com o açúcar muito bem e junta-se o resto dos ingredientes. Tudo bem batido e misturado, e forno com ele.


Até à última migalha...

01/03/2016

Brincando com provérbios

A convite do Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela, no âmbito do projeto de ação educativa "De Boca a Orelha. Contos, lendas, provérbios, adivinhas, lengalengas... à descoberta do património oral das 4 cidades", Associação Internacional de Paremiologia, com sede em Tavira, através dos seus atuais dirigentes, Rui e Marinela Soares, proporcionou uma sessão formativa sobre provérbios aos alunos do 3º ano.


O interesse demonstrado pela turma foi fantástico. Cativados pelo tema, envolveram-se com verdadeiro entusiasmo e criatividade nos desafios propostos: brincadeiras com as palavras, decifração de enigmas, jogos e adivinhas. 



"Paremiologia" significa estudo científico dos provérbios e provém da palavra grega paroimía, que significa "provérbio; parábola".

"Os provérbios têm origem na sabedoria popular, traduzem conhecimentos e crenças e representam uma forma de resgate e lembrança de uma cultura. “São frases curtas que encerram uma longa experiência” e podem ajudar na vida diária.

Rui Soares, que lidera a única entidade no mundo que se dedica ao estudo científico dos provérbios, frisa que eles são usados “quer pelo povo quer pelos intelectuais” para “convencer, conquistar ou instruir”. “Não é por acaso que os políticos estão a usá-los com alguma frequência”, afirma.
“A uso de Loulé, o homem a cavalo e a mulher a pé”. “Chaves de Faro, prados de Loulé, caiados de São Brás, olho vivo e pé atrás”. “Deus te salve Algarve que tantos figos dás”. “Eu bem te conheço alfarroba: és bem pior que uma loba”. “No Algarve, do mar a mesa; da serra, a sobremesa”. “Se tens bom gosto, vai a Tavira em agosto”. Estes são alguns dos exemplos de provérbios que continuam na boca de toda a gente e a ser usados na região algarvia."
(entrevista a Rui Soares (AIP), Jornal do Algarve- 2013)


23/04/2014

English Breakfast

As professoras de Inglês da nossa escola, realizaram, como já vem sendo tradição, a atividade "English Braekfast", o tradicional pequeno almoço à inglesa. Contaram com a preciosa ajuda das funcionárias da cozinha e bar, e com a entusiasta participação da comunidade escolar.





16/12/2011

"Vamos comemorar o Natal"

Os alunos do 6º Ano, turmas A e C, apresentam os seus trabalhos alusivos à Época Natalícia.

A exposição decorre no átrio da escola, entre os dias 6 de Dezembro de 2011 e  6 de Janeiro de 2012. 

Convidámos os pais, encarregados de educação e restante  comunidade escolar a visitar a Amostra de

Trabalhos de recolha: gastronomia, tradições, cantares, provérbios …e as
Produções dos alunos: Quadras, Acrósticos, Anedotas, Adivinhas, Contos, Cartas ao Pai Natal, Crucigramas, Sopas de Letras e outros Jogos.

Projeto de Língua Portuguesa, coordenado pela  Profª Celina Alves.


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