EB 2,3 Infante D. Fernando - Biblioteca

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19/01/2017

Personalidade em Destaque





            Aristides de Sousa Mendes

" À medida que crescia na Europa o Nazismo, crescia também o número de refugiados, sobretudo judeus. Muitos deles escolheram Bordéus, então sob o governo de Vichy, como destino temporário. Aí, Sousa Mendes, contrariando instruções formais recebidas, concedeu milhares de vistos – julga-se que cerca de 30 000 - a judeus que procuravam escapar ao extermínio nazi."

                             





"Diplomata e político português, filho de Maria Angelina Ribeiro de Abranches e do juiz José de Sousa Mendes, nasceu a 19 de julho de 1885, em Cabanas de Viriato, concelho de Carregal do Sal, no distrito de Viseu. 

Cursou Direito na Universidade de Coimbra e, tal como o seu irmão gémeo César, após a licenciatura, em 1907, acabou por seguir a carreira diplomática. 


Em 1910, foi nomeado cônsul de 2.a classe na Guiana Britânica, passando depois a exercer funções em Zanzibar, onde ganhou muito prestígio.

Aqui, juntamente com Angelina de Sousa Mendes, sua esposa e mãe dos seus 14 filhos, sofreu alguns reveses de saúde, agravados sobretudo pelo clima paludial daquela zona africana. Tendo solicitado várias vezes a sua transferência acabaria por ver atendidos os seus desejos em fevereiro de 1918, altura em que foi nomeado para desempenhar o mesmo cargo em Curitiba, no Brasil. 

Ainda nesse ano, em plena ditadura de Sidónio Pais, foi promovido a cônsul de 1.a classe. Porém, devido às suas convicções monárquicas e antirrepublicanas, veria, em 1919, as suas funções serem suspensas – um despacho ministerial colocava-o no estado de disponibilidade, situação que geralmente significava inação ou, eventualmente, a atribuição de um serviço irregular que implicava sempre uma perda considerável do vencimento. Em meados de 1921 foi convidado a dirigir temporariamente o consulado em S. Francisco, na Califórnia. Os dois anos aqui passados terão contribuído, devido ao elevado custo de vida americano e simultaneamente à redução salarial a que tinha sido sujeito, para o estado precário da sua situação financeira.

Foi solicitado mais do que uma vez para voltar ao Brasil até que, em 1926, uma portaria obrigou-o a regressar a Lisboa para prestar serviço na Direção-Geral dos Negócios Comerciais e Consulares. Com o golpe de Estado de 28 de maio de 1926, Sousa Mendes foi nomeado cônsul em Vigo. Apoiando e servindo desde o seu início o regime ditatorial, recebeu várias vezes louvores de Salazar.

 Todavia, com o afastamento do irmão do cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros, Sousa Mendes ficou revoltado com o governo, não entendendo a "duplicidade, a deslealdade e a intriga que caracterizavam o funcionamento interno do Palácio das Necessidades"

 De 1931 a 1938 foi cônsul em Antuérpia, sendo então transferido, mal-grado seu, para Bordéus. No entanto, foi devido a esta transferência que Aristides de Sousa Mendes viria a desempenhar o papel público mais importante da sua vida.


À medida que crescia na Europa o Nazismo, crescia também o número de refugiados, sobretudo judeus. Muitos deles escolheram Bordéus, então sob o governo de Vichy, como destino temporário. Aí, Sousa Mendes, contrariando instruções formais recebidas, concedeu milhares de vistos – julga-se que cerca de 30 000 - a judeus que procuravam escapar ao extermínio nazi.

 Chegou mesmo a albergar refugiados na sua casa em Bordéus e na sua residência de Cabanas de Viriato. Estas atitudes desagradaram muito a Salazar, que o destituiu em 1940. Sousa Mendes ainda apelou para o Supremo Tribunal Administrativo e para a Assembleia Nacional, mas de nada lhe valeu.

Em Bordéus, porém, foi-lhe erguida, em 1994, uma estátua.

 Morreu em abril de 1954, no Hospital da Ordem Terceira, em Lisboa, só e com imensas dificuldades financeiras.

https://www.infopedia.pt/$aristides-de-sousa-mendes




06/01/2014

Eusébio, um contador de histórias

No dia em que nos despedimos do maior símbolo do futebol português, recordamos, nesta entrevista, a sua personalidade extraordinária.

Eusébio da Silva Ferreira
 (Lourenço Marques, 25 de janeiro de 1942- Lisboa, 5 de janeiro 2014)


"Em Março de 2012, o Público juntou Eusébio e o jornalista e escritor Miguel Esteves Cardoso para uma conversa. Do Mundial de 1966, ao nascimento da filha, até ao marisco de Eusébio, são muitas as histórias contadas à mesa. Recuperamos agora excertos inéditos dessa entrevista."

30/01/2013

Nelson Mandela

Ilustração: Daniela Rodrigues do 5º ano

"Ao longo dos milénios que a História leva de contados, surgem figuras que a memória colectiva dos homens vai retendo.

E, através do sopro do tempo, esses nomes vão passando, galgam gerações e não se sabe quando tem fim este percurso autonómico.

Homens ou mulheres deixaram, na História, o rasto da sua incrível e inapelável perversidade, do seu cinismo, da sua hipocrisia - quem sabe, se da sua doença mental? - e que os/as levou a tornarem-se conhecidos e citados por más razões.

Outros e outras houve cuja passagem pela vida é invocada em citações de ostensiva cultura ou em apelos de exemplar e sublime mensagem.

São seres humanos fiéis a um ideal que se propuseram seguir e defender, sem se afastarem, sob qualquer pretexto, da linha traçada que os conduzia à integração plena da sua consciência.

São seres humanos que sempre consideraram o seu semelhante como parte integrante do mundo em que eles próprios se moviam e, como tal, detentor de todos os direitos.

Nem eles próprios se sentiam capazes de viver, na indiferença. Lutar em defesa dos que não tinham voz ou apenas podiam lançar um gemido quase inaudível, fez desses lutadores - homens ou mulheres - gigantes no meio de uma sociedade de que teimava em fechar os olhos a uma realidade cruel e mesquinha.

Lutaram, intrepidamente, por um ideal de paz, concórdia e fraternidade.

Até ao fim, os valores mais altos da dignificação do homem foram defendidos.

Os conceitos de paz, concórdia e fraternidade não eram meras notas essenciais, não eram abstracções estéreis, foram, sim, valores dignificadores desses homens e mulheres que se imolaram na defesa e ideais nunca traídos.

Três grandes pacifistas, concordes e fraternos enriqueceram o século XX. Repudiaram a luta que opunha, violentamente homens contra homens; que encharcava de sangue, transformado em ódio, a face do irmão discordante.

Pregaram a palavra do amor, não o amor rendido às paixões, mas o amor que glorifica o ser amado, que o respeita e defende. O seu ideal não foi imaculado pelo ódio, não violentou, não submeteu a força da razão à força da violência.

Foram três homens impolutos, magníficos, surpreendentes, imortalizados pelo vigor da palavra e pela coerência dos seus actos.

Robustos e imparáveis na fé das suas convicções, encontraram ânimo e valor para enfrentar o inimigo, sujeitando-o à humilhação de, sendo poderoso pelas armas, era frágil ao desprezar o que o homem tem de superior: a dignidade.

Pregadores da paz, os dois primeiros morreram às mãos de quem encontrou na violência a resposta para a ousadia dos que queriam mudar o rumo de uma sociedade adormecida.

Felizmente, está vivo e ainda vigoroso no seu pensamento, Nelson Mandela, mártir da Àfrica do Sul".

Maria Noémia de Melo Leitão


Continuar a ler: http://www.aaaio.pt/public/ioand551.htm

29/01/2013

O poema que inspirou Nelson Mandela



O poema Invictus, do poeta Inglês William Ernest Henley (1849-1903), foi escrito em 1875, publicado pela primeira vez em 1888 e citado por Nelson Mandela como fonte de inspiração durante o seu tempo na prisão.


"De dentro da noite que me cobre,
Negra como a cova, de ponta a ponta,
Eu agradeço a quaisquer deuses que sejam,
Pela minha alma inconquistável.

Na cruel garra da situação,
Não estremeci, nem gritei em voz alta.
Sob a pancada do acaso,
Minha cabeça está ensanguentada, mas não curvada.

Além deste lugar de ira e lágrimas
Avulta-se apenas o Horror das sombras.
E apesar da ameaça dos anos,
Encontra-me, e me encontrará destemido.

Não importa quão estreito o portal,
Quão carregada de punições a lista,
Sou o mestre do meu destino:
Sou o capitão da minha alma".



"Invictus" Um filme sobre Mandela, Personalidade do Mês na BE

O Prof. Francisco Farinha trouxe os seus alunos à biblioteca para assistirem à projeção do filme.             

Sinopse: "Recentemente eleito Presidente, Nelson Mandela sabia que a nação continuava racista e economicamente dividida, fruto do apartheid. Acreditando que poderia unir o seu povo através da linguagem universal do desporto, Mandela apelou à selecção de rugby, que fez uma improvável caminhada até à Final do Campeonato do Mundo de 1995".


22/01/2013

O grande Homem do Nosso Tempo- Nelson Mandela

"Personalidade do Mês" na BE

 "A minha inspiração são os homens e as mulheres que surgiram em todo o globo e escolheram o mundo como o teatro das suas operações, e que lutam contra as condições socioeconómicas que não promovem o avanço da Humanidade, onde quer que este ocorra. Homens e mulheres que lutam contra a supressão da voz humana, que combatem a doença, a iliteracia, a ignorância, a pobreza e a fome. Alguns são conhecidos, outros não. Essas são as pessoas que me inspiraram".

Nelson Mandela, in 'Conferência na London School of Economics, Londes, 6 Abril 2000'



Exposição "Vida e Obra de Nelson Mandela"

19/01/2013

Personalidade do Mês - Nelson Mandela

Nelson Mandela é um dos grandes líderes morais e políticos do nosso tempo, cuja vida exemplar, inteiramente consagrada à afirmação da dignidade do homem e à luta contra a opressão racial na África do Sul, lhe valeu o Prémio Nobel da Paz e a presidência do seu país.

Desde a sua libertação triunfal em 1990, após mais de um quarto de século de prisão, Mandela passou a estar no centro do drama político mais fascinante e inspirador do mundo. Como presidente do Congresso Nacional Africano e chefe do movimento anti-arpartheid da África do Sul, desempenhou um papel fulcral na passagem do seu país para um governo multi-racial e de maioria.

É mundialmente admirado como uma força vital na luta pelos direitos humanos e pela igualdade racial.

Fonte: Open Books Systems




20/11/2012

Personalidade do Mês - Aristides de Sousa Mendes

“era verdadeiramente a minha intenção salvar toda aquela gente"


 "Aristides de Sousa Mendes foi um Diplomata português que durante a II Guerra Mundial, salvou mais de 30.000 vidas da perseguição Nazi, em 1940, no que é considerado como a maior acção de salvamento empreendida por uma pessoa individual.    

Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches nasceu a 19 de Julho de 1885, em Cabanas de Viriato (Carregal do Sal), localidade situada a cerca de 30km a sul de Viseu. Pertencia a uma família aristocrática e católica da Beira-Alta. Aristides cursou Direito na Universidade de Coimbra, juntamente com seu irmão César, tendo sido um dos seis melhores estudantes do seu curso. Depois de se licenciar, em 1907, com 22 anos, fez o estágio de advocacia, tendo defendido alguns casos no início da sua carreira.

Em 1910, ainda durante a monarquia, Aristides e César ingressaram na Carreira Diplomática. Aristides exerceu funções como Cônsul de Carreira na Guiana Britânica, em Zanzibar, no Brasil (Curitiba e Porto Alegre), nos Estados Unidos, (San Francisco e Boston), em Espanha (Vigo), no Luxemburgo, na Bélgica e, finalmente, em França (Bordéus).

Casado com sua prima direita Maria Angelina, em 2009, a família de Aristides de Sousa Mendes foi crescendo a par da sua carreira diplomática. Assim, quatro dos seus filhos nasceram em Zanzibar, dois no Brasil, dois nos Estados Unidos, um em Espanha, dois na Bélgica e três, perfazendo o total de 14, em Portugal.
Valorizando a presença da família, Aristides de Sousa Mendes optou por nunca dela se separar, assegurando a educação dos seus filhos, em todos os países por onde passou.


A vida de Aristides assume uma dimensão inesperada em 1940, em Bordéus, França, um posto que, do ponto de vista da Carreira Consular, não lhe trazia nada de novo. Aristides vai para Bordéus, em Agosto de 1938, contrariado, não entendendo por que razão Salazar o não promove para um posto no Extremo Oriente, como ele tinha pedido.


A II Guerra Mundial, Aristídes de Sousa Mendes e Anne Frank
Em Setembro de 1939, começa a Segunda Guerra Mundial, e logo em Novembro desse ano, Salazar, de forma clara, alinha-se ao lado do mais forte, Hitler, para poupar certamente Portugal a uma hipotética invasão nazi. Esse alinhamento traduziu-se pela promulgação da Circular 14, através da qual Salazar proíbe a concessão de vistos a judeus, apátridas e outros “indesejados”. Na prática, nenhum diplomata português estava autorizado a passar vistos de entrada, em Portugal, a judeus.


No início de 1940, Aristides é formalmente avisado por Salazar para não conceder mais vistos a judeus, pois “se o fizer, ficará sujeito a procedimento disciplinar”. Paris, entretanto, cai ante o avanço das tropas nazis, a 14 de Junho, e, no dia seguinte, Bordéus fica submergida de refugiados. É o salve-se quem puder! Bordéus, uma cidade de 200.000 pessoas, passa a ter um milhão! É o pânico generalizado…”dir-se-ia o fim do mundo”, como escreveu, trinta anos mais tarde, nas suas “Memórias”, Pedro Teotónio Pereira, principal acusador do Cônsul.

Tocado pelo drama humano que se desenrolou à sua volta, Aristides decide ignorar as ordens e começa a passar vistos a quantos lho solicitassem, de dia e de noite, até à exaustão.

O historiador Yehuda Bauer, no seu livro “A History of the Holocaust”, escreve: “o Cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, concede vistos de trânsito a milhares de judeus refugiados, em transgressão das regras do seu governo. Talvez a maior acção de salvamento feita por uma só pessoa durante o holocausto”.

"Aristides a carimbar os passaportes", desenho da Daniela

A 19 de Junho, Aristides segue para o Consulado em Bayonne, onde continua a maratona de concessão de vistos, na própria rua, uma vez que as escadas do edifício poderiam não suportar o peso de tão grande fila de espera. Vai depois para Hendaye/Irun e continua de um lado para o outro, salvando pessoas nas estradas do sul de França, nas estações de caminhos-de-ferro, conduzindo mesmo um grupo de refugiados através dos Pirenéus, a pé e de automóvel.



Segundo os registos da polícia política PVDE, que a partir de 1945 se transformara na PIDE, entraram em Portugal, só nos dias 17, 18 e 19 de Junho de 1940, cerca de 18 000 pessoas com vistos assinados pelo “Cônsul desobediente”. "Os guardas da fronteira de Vilar Formoso não se lembram de ter visto tanto movimento." O Alto Comissariado para os Refugiados da Sociedade das Nações calculou que nesse verão terão entrado, em Portugal, mais de 40 000 refugiados. Esse número é confirmado pela organização judaica “Joint”. Na sua casa em Cabanas de Viriato, Aristides recebeu dezenas de refugiados, sobretudo no Verão de 1940.

A 23 de Junho de 1940, Salazar determina o seu afastamento do cargo, e envia o Embaixador Teotónio Pereira. Em Portugal, Sousa Mendes solicita, em vão, uma audiência a Oliveira Salazar, mas este Salazar determina, a 4 de Julho, a abertura de um processo disciplinar ao diplomata que é instaurado a 1 de Agosto de 1940.

Como consequência, Aristides de Sousa Mendes é afastado da Carreira Diplomática e afastado de qualquer actividade profissional, sendo ostracizado pelos seus pares, familiares e amigos. Os filhos, perseguidos e não podendo encontrar trabalho em Portugal, são obrigados a emigrar.

Elabora a sua própria defesa, argumentando que agiu em defesa dos valores éticos e humanitários e solicita por diversas vezes uma audiência a Salazar, que nunca o recebe e se mantem implacável na sua decisão.
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A Casa do Passal, em Cabanas de Viriato,onde o cônsul português habitualmente passava as suas férias em família e que se encontra atualmente em ruína eminemte.
 Entre 1940 e 1954, Aristides entra num processo de “decadência”, perdendo, mesmo, a titularidade do seu gesto salvadorpois, Salazar apropria-se desse acto. Através da propaganda do Estado Novo, os jornais do regime louvam Salazar: “Portugal sempre foi um país cristão” é o título de um Editorial do Diário de Notícias do mês de Agosto de 1940, em que Salazar é louvado por ter salvo refugiados no Sul de França. Até Teotónio Pereira, reclama, nas suas “Memórias”, a acção de Aristides de Sousa Mendes como sendo de sua autoria! O cônsul morre a 3 de Abril de 1954.

Finalmente, em Maio 1987, o Presidente Mário Soares confere-lhe a titulo póstumo, a Ordem da Liberdade, que entrega á sua filha Joana na Embaixada de Portugal, em Washington, na presença de numerosos descendentes e representantes das comunidades judaicas e portuguesas. Poucos dias depois, Aristides de Sousa Mendes é homenageado pelas comunidades portuguesas e judaicais em Newark, New Jersey.

Em 1989, a Assembleia da República finalmente reparou a grave injustiça que lhe fora cometida, reeintegrando Aristides de Sousa Mendes no serviço diplomático por unanimidade e aclamação. As homenagens sucedem-se desde então.Homenagens, louvores e reconhecimentos (lista parcial) Em 1994, o presidente português Mário Soares desvela um busto em homenagem a Aristides de Sousa Mendes, bem como uma placa comemorativa na Rua 14 quai Louis-XVIII, o endereço do consulado de Portugal em Bordéus em 1940.


Em 1995, é-lhe concedida, a título póstumo, uma das mais altas condecorações nacionais, a Grã-Cruz da Ordem de Cristo e a Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses (ASDP) cria um prémio anual com o seu nome.
Em Novembro de 1998 Aristides de Sousa Mendes é homenageado no Parlamento Europeu em Strasbourg e, em 2000, nas Nações Unidas, em New York.
Em 2004 comemorou-se o 50º aniversário da morte de Aristides de Sousa Mendes e foram celebradas missas e outras cerimónias religiosas e ecumémicas em honra ao seu Acto da Consciência em mais de 30 cidades em todos os continentes.
Em 2007, Aristides de Sousa Mendes foi o terceiro mais votado entre os Grandes Portugueses de todos os tempos num programa de televisão da RTP".  

Fonte: Fundação Aristides de sousa Mendes http://www.fundacaoaristidesdesousamendes.com/


12/03/2012

Semana da leitura

 Grandes personalidades ao serviço da Paz e Humanidade

Os alunos do 5ªB, na disciplina de Religião Moral,  acompanhados pelo Prof. Francisco Farinha, apresentaram os seus trabalhos na BE/CRE, sobre várias personalidades ao serviço da Paz e Humanidade para outras turmas da escola.
Eis alguns exemplos:

Aristides de Sousa Mendes,um herói nacional do século XX.
Apresentação de Marta Pena

Aristides de Sousa Mendes (Carregal do Sal, Cabanas de Viriato, 19 de julho de 1885 — Lisboa, 3 de abril de 1954) foi um diplomata português. Cônsul de Portugal em Bordéus no ano da invasão da França pela Alemanha Nazi na Segunda Guerra Mundial, Sousa Mendes desafiou ordens expressas do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Antônio de Oliveira Salazar, (cargo ocupado em acumulação com a chefia do Governo) e concedeu 30 mil vistos de entrada em Portugal a refugiados de todas as nacionalidades que desejavam fugir da França em 1940.
Aristides Sousa Mendes salvou dezenas de milhares de pessoas do Holocausto. Chamado de "o Schindler português", Sousa Mendes também teve a sua lista e salvou a vida de milhares de pessoas, das quais cerca de 10 mil judeus.

Nelson Mandela apresentado pelo aluno José Rodrigues do 5ºB.

Nelson Rolihlahla Mandela (em Xhosa Mvezo, região de Transkei, 18 de julho de 1918), é um advogado, ex-líder rebelde e ex-presidente da África do Sul de 1994 a 1999, considerado como o mais importante líder da África Negra, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1993, e Pai da Pátria da moderna nação sul-africana.
Até 2009 havia dedicado 67 anos de sua vida a serviço da humanidade - como advogado dos direitos humanos e prisioneiro de consciência, até tornar-se o primeiro presidente da África do Sul livre, razão pela qual em sua homenagem a ONU instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela no dia de seu nascimento, como forma de valorizar em todo o mundo a luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia


Madre Teresa de Calcutá, apresentada por Rosana Sousa do 5ºA.

Agnes Gonxha Bojaxhiu (Skopje, 26 de Agosto de 1910 — Calcutá, 5 de Setembro de 1997), conhecida mundialmente como Madre Teresa de Calcutá ou Beata Teresa de Calcutá, foi uma missionária católica albanesa, nascida na República da Macedônia e naturalizada indiana, beatificada pela Igreja Católica em 2003. Considerada, por alguns, a missionária do século XX, fundou a congregação "Missionárias da Caridade", tornando-se conhecida ainda em vida pelo cognome de "Santa das sarjetas".


Origem: Wikipédia  http://pt.wikipedia