Actividade - 100 Anos


Se eu tivesse vivido há 100 anos, como seria?

A minha casa não teria...
A minha escola...
Eu não poderia...
Não haveria...
( verifica a exactidão das tuas afirmações com a tua Professora de História )
Recolha das impressões dos alunos:

















A minha casa não teria "luz, canalização, electricidade, frigorífico, casa de banho, televisão, gás canalizado, computador, livros, torneiras, sanitas, lâmpadas, antenas, micro-ondas, rádio, plasmas, aquecimento, telefone, fogão, camas, sofás, aquário, novas tecnologias, conforto, espaço para ter tudo o que tenho hoje, coisas estúpidas, posters do Justin Bieber nas paredes, tapetes fôfinhos, nem luz nem cor. Se pensarmos bem a minha casa teria tudo porque naquela altura não existiam os luxos que há hoje, seria apenas uma casa daquela época."

A minha escola " só era para os ricos, não tinha computadores, tantos livros, impressora, fotocopiadora, cadernos, lápis, cantina, papelaria, bar, máquinas de comida, biblioteca, filmes, jogos, muitos equipamentos, pavilhão, sala TIC, não existia, era pobrezinha, pior do que é hoje, eu não estaria lá porque as crianças do povo não podiam ir à escola pois não tinham dinheiro, era muito velha, sem chão nem tecto nem paredes nem mesas nem cadeiras, não tinha quadros electrónicos, estaria destruída, não tinha campo de futebol, nem ginásio nem cacifos, seria muito velha, seria feita de pedra, era frequentada só por quem podia, era pior do que hoje, se eu fosse rapariga não poderia frequentá-la porque não tinha direito, os meninos envolviam-se em lutas e os professores dávam réguadas, ia-se descalço, haveria mais jogos tipo escondidas e apanhada, usavam-se mais os livros e faziam-se mais debates, não se sentia a falta dos equipamentos electrónicos porque eles não existiam. "

Eu não poderia "viver à vontade, jogar no computador, ir à casa de banho, tomar banho todos os dias, falar ao telemóvel, passear da carro, ler livros de encantar, estudar, aprender a ler, ouvir música, estudar devido à falta de dinheiro, jogar futebol, comer com talheres, ir ao cinema, navegar na internet, falar abertamente, fazer o que me apetece, ser livre como sou..."


Não haveria " cinema, comboios eléctricos, bons livros para ler, biblioteca, computadores, telefone, canetas, telemóveis, direitos humanos, preservativos, casas de banho, banheiras, nada e era tudo pobre, enlatados, modernices, amigos com quem falar, internet, Allstars, escolas, hospitais e remédios, escolaridade obrigatória,escolas mistas, gelados e chupa-chupas, muitas pessoas que soubessem ler e escrever, boa educação, maquilhagem, correios, comida, alegria, câmaras de fotografar e de vídeo, cinema, salas de aula em condições, coisas para brincar e divertir, liberdade de viver, liberdade de expressão, luz nas ruas, gasolina e aviões..."


NESTA ÉPOCA
o País era predominantemente rural, só nas grandes cidades havia a preocupação com a instrução. Nos campos, as crianças começavam , muito cedo a participar nas tarefas domésticas e no cultivo da terra. A percentagem de analfabetismo era muito elevada. Quando, nas famílias, havia melhores condições económicas, contratavam-se pessoas mais instruídas que ensinavam o que sabiam. Os poucos colégios que havia, estavam ligados a ordens religiosas ou instituições de beneficência.

Os brinquedos eram muito simples, geralmente feitos pelas crianças, com materiais que aproveitavam, e as brincadeiras, eram fruto da imaginação de cada um. As bolas para jogar eram  feitas com trapos, brincavam também com aros de metal orientados por uma vareta, com caixas feitas de restos de madeira a que punham rodas, saltavam à corda, jogavam ao eixo(foto a preto e branco no fim), ao pião, à macaca...

As casas do povo eram muito simples, a divisão principal era a cozinha, onde, na lareira, se cozinhavam, em panelas de ferro, as refeições do dia. Para manter frescos os alimentos, colocavam-se junto às frestas viradas a Norte. Comia-se a criação, legumes e o pão cozido nas brasas. Os colchões eram de palha e as cama de ferro, para quem mais podia. A iluminação era a petróleo, azeite e, com velas , para os mais abastados. Como as condições de higiene eram muito precárias, facilmente se transmitiam doenças.
A medicina não chegava a grande parte da população, os cuidados médicos eram poucos e morriam muitas crianças.


Um Testemunho de Eça de Queiróz em As FARPAS (1845-1900) :

(...) Pequeno de 7 de 10 anos conduz bois, guarda o gado, apanha lenha, acarreta, sacha, colabora na cultura. Tem a altura de uma enxada e a utilidade de um homem.(...) a criança é um braço, é uma parte da tarefa(...) é uma actividade criadora, é um lucro (...)







Exposição "Um escritor Uma época"



Exposição comemorativa do Centenário da Républica, em articulação com a actividade da BE-CRE (Autor do Mês).
Actividade conjunta das disciplinas de Língua Portuguesa e História

Autor do Mês - Fernando Pessoa


Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.
É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões.

Fernando Pessoa morreu de cirrose hepática aos 47 anos, na cidade onde nasceu. Sua última frase foi escrita em Inglês: "I don't know what tomorrow will bring… " ("Não sei o que o amanhã trará")



"Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus."

Fernando Pessoa/Alberto Caeiro; Poemas Inconjuntos; Escrito entre 1913-15

Fernando Pessoa : um poeta de vários rostos

ODE
(Ricardo Reis)

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
(1933)


De " POEMAS INCONJUNTOS"
(Alberto Caeiro)

Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável,
Porque para o meu ser adequado à existência das coisas
O natural é o agradável só por ser natural .
Aceito as dificuldades da vida porque são o destino,
Como aceito o frio excessivo no alto do Inverno -
Calmamente, sem me queixar, como quem meramente aceita,
E encontra uma alegria no facto de aceitar -
No facto sublimemente ciêntifico e difícil de aceitar o natural inevitável.(...)
(1917)


Da "ODE TRIUNFAL"
(Álvaro Campos)

À dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fábrica
Tenho febre e escrevo.
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.

Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!
Em fúria fora e dentro de mim,
Por todos os meus nervos dissecados fora,
Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!
Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,
De vos ouvir demasiadamente de perto,
E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso! (...)
(1914)



EU SINTO COM O PENSAMENTO
(Bernardo Soares)

Aquilo que, creio, produz em mim o sentimento profundo em que vivo,
de incongruência com os outros, é que a maioria pensa com a sensibilidade,
e eu sinto com o pensamento.
Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver.
Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar

Halloween

Tivemos a presença dos meninos do Pré-Escolar, que visitaram a nossa "bruxinha" e visionaram desenhos animados de Halloween.
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Halloween
























Com a colaboração dos alunos, decorámos a Biblioteca para festejar o Halloween.
Para a exposição, saíram das estantes, os livros com histórias de arrepiar...