Hora do Conto - 1º Ciclo

A biblioteca Municipal Vicente Campinas, através da Animadora Joana Neiva, proporcionou, na  biblioteca escolar, momentos fantásticos às várias turmas do 1º ciclo das escolas de Vila Nova de Cacela e Manta Rota, com a leitura  da sempre cativante estória de "Alice no país das maravilhas", do autor Lewis Carroll, que encantou, até hoje, crianças e adultos de todas as idades.

Após a  leitura do conto e exploração das imagens, partiu-se para a actividade com o livro gigante, a qual proporcionou uma forte interacção e manifesta satisfação dos alunos.

Esta actividade decorreu entre os dias 10 e 20 de Maio.

Algumas imagens desses momentos

Viagens de ontem e de hoje


Exposição na biblioteca de trabalhos de pesquisa dos alunos do 7ºC, relativos à  evolução dos meios de transporte ao longo do tempo, e de textos sobre viagens vividas pelos próprios, baseadas na Literatura de Viagens como a do  "O cavaleiro da Dinamarca".

Exposição na Biblioteca "O Perfil dos Egípcios"

No âmbito das disciplinas de História e Educação Visual, os alunos do 7ºano, das turmas C e D, elaboraram criativos e interessantes trabalhos alusivos à arte da pintura, de uma das civilizações mais importantes da História Antiga, a egípcia.
Ora espreite:
                      




Na civilização egípcia, grande parte das pinturas eram feitas nas paredes das pirâmides. Estas obras retratavam a vida dos faraós, as acções dos deuses, a vida após a morte,  entre outros temas da vida religiosa. Estes desenhos eram feitos de maneira a que as figuras fossem mostradas de perfil. Os egípcios não trabalhavam com a técnica da perspectiva (imagens tridimensionais). Os desenhos eram acompanhados de textos, feitos em escrita hieroglífica.

As tintas eram obtidas na natureza (pó de minérios, substâncias orgânicas, etc).
                      
              

Homenagem a Anne Frank, pelos alunos do 9º Ano

Em exposição na Biblioteca

Trabalhos coordenados pela Profª Filipa Matos, da disciplina de História.



Anne Frank era uma adolescente de 13 anos, quando começou a escrever o seu diário, o qual chamou de "kitty".

Nele, a jovem começou a registar factos corriqueiros da sua vida, como qualquer adolescente, mas pouco a pouco e cada vez com mais frequência, as dificuldades enfrentadas pelos judeus por causa da ocupação nazi. 
O seu diário tornou-se assim, um autêntico documento histórico.

Não chegaria à maioridade, por se tornar mais uma vítima da intolerância e da brutalidade do nazismo alemão.

O seu diário e um dos filmes sobre a sua vida, estão disponíveis na nossa biblioteca


Autor do Mês - José Carlos Ary dos Santos

Rua da Saudade, nome da rua onde o poeta viveu durante alguns anos,  serviu também de nome ao projecto produzido por Renato Júnior, em 2009. 
 
Susana Félix, Viviane, Luanda Cozetti e Mafalda Arnauth são as grandes vozes deste projecto que canta os poemas do autor.

                                            

Autor do Mês - José Carlos Ary dos Santos

Poeta de personalidade entusiasta e irreverente

«E ei-lo poeta todo mãos abertas para apanhar tudo o que a vida dá»
Natália Correia

Poeta que contribuiu com os seus poemas para a Revolução do 25 de Abril, que abriu as Portas da Liberdade.

“…De palavras não sei. Apenas tento  
desvendar o seu lento movimento
quando passam ao longo do que invento
como pré-feitos blocos de cimento.
 
De palavras não sei. Apenas quero
retomar-lhes o peso a consistência
e com elas erguer a fogo e ferro
Um palácio de força e resistência…”

Ary dos Santos


Biografia
José Carlos Ary dos Santos (Lisboa, 7 de Dezembro de 1937 - 18 de Janeiro de 1984) foi um poeta e declamador português.

A sua obra literária inicia-se no mesmo ano em que a sua mãe morre, aos 14 anos, quando vê publicados, através de familiares, alguns dos seus poemas, considerados maus pelo autor. No entanto, Ary dos Santos revelaria verdadeiramente as suas qualidades poéticas em 1954, com dezasseis anos de idade. É nessa altura que vê os seus poemas serem seleccionados para a Antologia do Prémio Almeida Garrett.

É então que Ary dos Santos abandona a casa da família, exercendo as mais variadas actividades para seu sustento económico, que passariam desde a venda de máquinas para pastilhas até à publicidade. Contudo, paralelamente, o poeta não cessa jamais de escrever e em 1963 dar-se-ia a sua estreia efectiva com a publicação do livro de poemas A Liturgia do Sangue (1963).

Em 1969 inicia-se na actividade política,  participando de forma activa nas sessões de poesia do então intitulado "canto livre perseguido".

Gravou, ele próprio, textos ou poemas de e com muitos outros autores e intérpretes e ainda um duplo álbum contendo O Sermão de Santo António aos Peixes do Padre António Vieira.

Autor de mais de seiscentos poemas para canções, Ary dos Santos fez no meio muitos amigos. É neste campo, o da música, que o poeta se torna conhecido entre o grande público.
Não é à toa que Ary dos Santos é apelidado tantas vezes de “poeta do povo”. Na esteira da fase que precede ou sucede ao 25 de Abril, em que surgem os “poetas-cantores” (como José Afonso e Sérgio Godinho), «foi o mais popular autor de poesia para canto ou declamação a um grande público» (Lopes e Saraiva).


 


1 de Maio - Dia da Mãe e do Trabalhador

Palavras para quê !

   A nossa sugestão foi:  Oferecer às mães um poema!


Fui apanhar um junquilho
Lindo, amarelo doirado
Alguns poemas a servirem de inspiração
E miosótis azuis
Que havia à beira do prado.
Mais uma florzinha branca
que não sei que nome tem
juntei tudo num raminho
e vou dar à minha mãe.

Minha mãe - que frase linda
P´ra dizer em cada dia
Não descobri outra ainda
Que me dê mais alegria.

Que verdade linda
O nascer encerra:
Eu nasci de ti
Como a flor da terra


Matilde Rosa Araújo

E para quem não pôde ir à biblioteca...
                                          


Manuel Cabanas e a sua Obra - Liga dos Amigos da Galeria

"Os intelectuais e artistas do seu tempo"

Em exposição no átrio da Biblioteca durante o mês de Maio
                      

                   


Algumas das figuras que, de uma maneira ou de outra influenciaram a sua vida.



Eça de Queiróz, Miguel Torga, Julio Dinis, Cesário Verde, Florbela Espanca, João de Deus, Jorge Amado e tantos outros...




"Tudo sacrifiquei à minha modesta mensagem espiritual no intuito de realizar alguma coisa que se prolongasse para além da minha vida"


Manuel Cabanas