EB 2,3 Infante D. Fernando - Biblioteca

20/11/2012

Dramatização do "Auto da Barca do Inferno"

No âmbito do estudo referente à obra de Gil Vicente, os alunos do 9ºC e 9ºD, orientados pela Profª de Língua Portuguesa, Silvie Cravo, dramatizaram algumas passagens deste texto dramático, nomeadamente "O Frade", "A Alcoviteira", "O Judeu", "O corregedor e o Procurador", "O Enforcado" e " Quatro Cavaleiros".


A obra  foi escrita num período da história que corresponde à transição da Idade média para a Idade Moderna. Gil Vicente enquadra-se  nesse momento de transição, ou seja, está ligado ao medievalismo e ao humanismo. Esse conflito faz com que Gil Vicente pense em Deus e ao mesmo tempo exalte o homem livre.






 

O "Auto da Barca do Inferno", ao que tudo indica, foi apresentado pela primeira vez em 1517, na câmara da rainha D. Maria de Castela, que estava doente.


Esse Auto, classificado pelo próprio autor como um "auto de moralidade", tem como cenário um porto imaginário, onde estão ancoradas duas barcas: uma com destino ao paraíso tendo como comandante um anjo; a outra, com destino ao inferno tendo por comandante o diabo, que traz consigo um companheiro.

 
 


 

 

Foi perfeito para consolidar o conhecimento da obra. Além disso, parece que se divertiram imenso.



 

16/11/2012

Visita de estudo a Lisboa "Auto da Barca do Inferno"

No dia 7 de novembro, os alunos do 9ºano, acompanhados de vários professores, puderam assistir, ao vivo, à representação da peça de Gil Vicente, (obra que estão a dar em aula), no Claustro do Mosteiro dos Jerónimos, o qual serve de Palco à representação das várias personagens.

 

 "A realização das peças de Gil Vicente no Mosteiro dos Jerónimos prende-se com a ligação do dramaturgo à Corte de D. Manuel I. Nessa qualidade, representou, na câmara da Rainha, a 7 de Junho de 1502, o Monólogo do Vaqueiro ou Auto da Visitação, considerada a primeira obra teatral portuguesa. Esta peça foi dedicada à Rainha D. Maria, segunda mulher do Rei D. Manuel, por ocasião do nascimento do Príncipe, futuro Rei D. João III. Outros autos se lhe seguiram tais como o Auto Pastoril Castelhano, o Auto dos Reis Magos, o Auto da Alma e o Auto da Barca do Inferno, de 1517, também inicialmente apresentado na câmara da Rainha D. Maria. É provável que algumas destas peças tenham sido representadas no Mosteiro dos Jerónimos. Para além de dramaturgo, Gil Vicente terá sido o ourives da Custódia de Belém – peça emblemática e simbólica encomendada por D. Manuel e executada com o primeiro ouro proveniente de Quiloa – actualmente exposta no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. O Auto da Barca do Inferno e estará em cena durante o período lectivo".
 


 

 

 

13/11/2012

Concurso de Quadras de S. Martinho


O Departamento de Línguas e a BE-CRE, promoveram o concurso das quadras de S. Martinho, para toda a comunidade escolar: alunos, pessoal docente (à exceção dos professores responsáveis pela organização do concurso), e pessoal não docente.

Os trabalhos foram divididos em três categorias: 2º ciclo, 3º ciclo e outros.

Quadras vencedoras

2º Ciclo

1º Lugar
É dia de São Martinho
Dia de muita reinação
Prova-se o novo vinho
Há castanhas e animação.
Maria Rodrigues, 5ºA

2º Lugar
Como as castanhas assadas
Até a noite terminar
Estamos no São Martinho
À fogueira vou saltar.
Bruna Campinas, 5ºA

3º Lugar
Hoje é dia de S. Martinho
As castanhas vou comer
E em vez de um bom vinho,
Um suminho vou beber.
Guilherme Castanho, 5ºA


3º Ciclo

1º Lugar
Oh meu grande engenheiro
Olha todas as castanhas
No alto dos castanheiros
Vamos ver se as apanhas.
Marta Carneiro, 8ºE

2º Lugar
É dia de S. Martinho
Dia de grande animação
Há vinho novo fresquinho
Para aquecer o coração.
Iara Gago, 7ºC

3º Lugar
No dia de S. Martinho
Há castanhas bem gostosas
Têm um belo cheirinho
E são mesmo apetitosas.
Anastasiya Galuzinska, 7ºC


Outros

1º Lugar
Se quizeres junta-te a nós
Na noite de S. Martinho
Para comeres o magusto
E dançares o corridinho.
Odete Lima

2º Lugar
Castanhas assadas, bom vinho
E uma boa jerupiga
É comida preciosa
Para uma dor de barriga.
Isabel Palma

3º Lugar
S. Martinho lá de cima
Manda as nuvens do céu fugir
Ai que consolo de dia
O sol brilha e há alegria.
Teresa Grilo

Agradecemos a todos a colaboração e o empenho.






 

12/11/2012

Levava eu um jarrinho...

"Levava eu um jarrinho
P'ra ir buscar vinho
Levava um tostão
P'ra comprar pão:
E levava uma fita
Para ir bonita.

Correu atrás
De mim um rapaz:
Foi o jarro p'ra o chão,
Perdi o tostão,
Rasgou-se-me a fita...
Vejam que desdita!

Se eu não levasse um jarrinho,
Nem fosse buscar vinho,
Nem trouxesse uma fita
Pra ir bonita,
Nem corresse atrás
De mim um rapaz
Para ver o que eu fazia,
Nada disto acontecia".


Fernando Pessoa



Tradições de outono

Recolha de provérbios
           
Desenho dos castanheiros pelo Gonçalo
             
A Lenda de S. Martinho; os castanheiros; o magusto; o valor da castanha.



O concurso das quadras de S. Martinho aberto a toda a comunidade.




História da Maria Castanha

O céu estava cinzento e quase nunca aparecia o sol, mas enquanto não chovia os meninos iam brincar para o jardim.

Um jardim muito grande e bonito, com uma grade pintada de verde toda em volta, de modo que não havia perigo de os automóveis entrarem e atropelaremos meninos que corriam e brincavam à vontade, de muitas maneiras: uns andavam nos baloiços e nos escorregas, outros deitavam pão aos patos do lago, outros metiam os pés por entre as folhas secas e faziam-nas estalar – crac,crac – debaixo das botas, outros corriam de braços abertos atrás dos pombos, que se levantavam e fugiam, também de asas abertas.
Era bom ir ao jardim. E mesmo sem haver sol, os meninos sentiam os pés quentinhos e ficavam com as bochechas encarnadas de tanto correr e saltar.
Uma vez apareceu no jardim uma menina diferente: não tinha bochechas encarnadas, mas uma carinha redonda, castanha, com dois grandes olhos escuros e brilhantes.
- Como te chamas? – perguntaram-lhe.
- Maria. Às vezes chamam-me Maria Castanha .
- Que engraçado, Maria Castanha! Queres brincar?
- Quero.
Foram brincar ao jogo do apanhar.
A Maria Castanha corria mais do que todos.
- Quem me apanha? Ninguém me apanha!
- Ninguém apanha a Maria Castanha!
Ela corria tanto. Corria tanto que nem viu o carrinho do vendedor de castanhas que estava à porta do jardim, e foi de encontro a ele.
Pimba!
O saco das castanhas caiu e espalhou-as todas à reboleta pelo chão.
A Maria Castanha caiu também e ficou sentada no meio das castanhas.
- Ah. Minha atrevida! – gritou o vendedor de castanhas todo zangado.
- Foi sem querer – explicaram os outros meninos.
- Eu ajudo a apanhar tudo – disse Maria Castanha, de joelhos a apanhar as castanhas caídas.
E os outros ajudaram também.
Pronto. Ficaram as castanhas apanhadas num instante.
- onde estão os teus pais? – perguntou o vendedor de castanhas à Maria Castanha.
- Foram à procura de emprego.
- E tu?
- Vinha à procura de amigos.
- Já encontraste: nós somos teus amigos – disseram os meninos.
- Eu também sou – disse o vendedor de castanhas.
E pôs as mãos nos cabelos da Maria Castanha, que eram frisados e fofinhos como a lã dos carneirinhos novos.
Depois, disse:
- Quando os amigos se encontram é costume fazer uma festa. Vamos fazer uma festa de castanhas. Gostam de castanhas?
- Gostamos! Gostamos! – gritaram os meninos.
- Não sei. Nunca comi castanhas, na minha terra não há – disse Maria Castanha.
- Pois vais saber como é bom.
E o vendedor deitou castanhas e sal dentro do assador e pô-lo em cima do lume.
Dali a pouco as castanhas estalavam… Tau! Tau!
- Ai, são tiros? – assustou-se a Maria Castanha, porque vinha de uma terra onde havia guerra.
- Não tenhas medo. São castanhas a estalar com o calor.
Do assador subiu um fumozinho azul-claro a cheirar bem.
E azuis eram agora as castanhas assadas e muito quentes que o vendedor deu à Maria Castanha e aos seus amigos.
- É bom é – ria-se Maria Castanha a trincar as castanhas assadas.
- Se me queres ajudar podes comer castanhas todos os dias. Sabes fazer cartuchos de papel?
A Maria Castanha não sabia mas aprendeu.
É ela quem enrola o papel de jornal para fazer os cartuchinhos onde o vendedor mete as castanhas que vende aos fregueses à porta do jardim.

Autor: Maria Isabel Mendonça Soares” Contos no Jardim”.



11/11/2012

S. Martinho- a Lenda

 Os Santos populares no nosso país são festejados no tempo quente de Verão: Santo António, São João e São Pedro. No Inverno há apenas um, que chega com o frio: São Martinho, que associamos à prova do vinho novo e às castanhas.

 Não podemos dizer que a vida de São Martinho «se perde na noite dos tempos», porque este santo, nascido em território do império romano - Sabaria, na antiga Panónia, hoje Hungria, entre 315 e 317, foi o primeiro santo do Ocidente a ter a sua biografia escrita por um contemporâneo seu - o escritor Sulpício Severo.

Desenhado pelo Dinis


Desenhado pelo Gonçalo

Martinho era filho de um soldado do exército romano e, como mandava a tradição, filho de militar segue a vida militar, como filho de mercador é mercador e filho de pescador devia ser pescador.

Martinho estudou em Pavia, para onde a família foi viver, e entrou para o exército com 15 anos, tendo chegado a cavaleiro da guarda imperial. Tinha a religião dos seus antepassados, deuses que faziam parte da mitologia dos romanos, deuses venerados no Império Romano, que, como é óbvio, variavam um pouco de região para região, dada a imensidão do Império. As Gálias teriam os seus deuses próprios, como os tinham a Germânia ou a Hispânia.

 O jovem Martinho não estava insensível à religião pregada, três séculos antes, por um homem bom de Nazaré. Um dia aconteceu um facto que o marcou para toda a vida. Numa noite fria e chuvosa de Inverno, às portas de Amiens (França), Martinho, ia a cavalo, provavelmente, no ano de 338, quando viu um pobre com ar miserável e quase nu, que lhe pediu esmola e Martinho, que não levava consigo qualquer moeda, num gesto de solidariedade, cortou ao meio a sua capa (clâmide) que entregou ao mendigo para se agasalhar. Os seus companheiros de armas riram-se dele, porque ficara com a capa rasgada. Segundo a lenda, de imediato, a chuva parou e os raios de sol irromperam por entre as nuvens.

Fonte: O Leme

07/11/2012

Visita do Pré-escolar

A primeira visita dos mais pequeninos à BE.
A Educadora Anabela trouxe os seus meninos para conhecerem o seu cantinho dos livros.
Por enquanto, só para ver os "bonecos", claro, mas é de pequenino que se torce o pepino, neste caso o amor pelos livros.
Também levaram algumas histórias para trabalhar na sala.


E que divertidos e sossegados estiveram.


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