Os alunos foram pintando à vontade várias peças soltas em cartão, preparadas pela Profª Maria João Peixoto, colaboradora na biblioteca, desconhecendo de todo sobre a sua finalidade.
Por fim as peças foram montadas e o resultado foi este, um enorme, maluco e simpático bicho, que nos acompanhou na Feira do Livro, a fazer lembrar uma coisa bem importante.
As professoras de Língua Portuguesa, Filomena Valentim e Sylvie Cravo, promoveram com os seus alunos do 7º e 8º Anos a actividade de leitura recreativa, individual, com a apresentação da obra escolhida à turma pelos próprios. A actividade estendeu-se pelos três períodos do ano lectivo e obteve uma enorme adesão, havendo alunos a apresentar até mais que uma obra.
Para o projecto de leitura recreativa foi solicitada a colaboração dos Pais/EE, como meio de regular minimamente a actividade e de desenvolver efectivamente a família na vida escolar dos seus educandos.
Considerando que o prazer de ler é essencial para que os jovens se dediquem com regularidade e empenho nesta actividade, procurou-se desvincular a leitura de qualquer constrangimento relativamente ao tempo escolhido para ler e às obras seleccionadas, uma e outra da exclusiva responsabilidade dos alunos.
Grande parte dos livros escolhidos foram requisitados na biblioteca.
Maria Helena Vieira da Silva(Lisboa, 1908 – Paris, 1992) Pintora Foi uma das mais importantes pintoras da segunda metade do século XX, não só em Portugal como no resto da europa. Clicaaqui, para saberes mais sobre a pintora.
Eis uma das suas magníficas telas.
"Biblioteca", 1949 (Óleo sobre tela, 114,5 x 147,5 cm, Museu Nacional de Arte Moderna - Centre Georges Pompidou, Paris, França)
Autopsicografia de Fernando Pessoa
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que leem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda Gira a entreter a razão, Esse comboio de corda que se chama o coração.
Dias cinzentos...Dias sem liberdade, sem paz, sem direito à diferença.
Dias em que viver era, muitas vezes, sobreviver.
No âmbito da disciplina de Português, com a orientação da Profª Filomena Valentim, a Biblioteca apresenta à comunidade, mais uma interessante exposição de trabalhos dos nossos alunos.
"Nós, alunos do 9º ano, lemos um conto, reflectimos sobre o que aprendemos em História, e recuámos no tempo.
Assumimo-nos como personagens da época, escrevemos os nossos sentimentos e angústias.
São esses trabalhos que partilhamos convosco. Para não esquecer. Para que doravante todos os nossos dias possam ser coloridos!"
Livros do autor que podes requisitar na biblioteca.
"Penso coisas tão profundas e sinto-me tão mal
que penso se não serei um Intelectual. E penso coisas tão mal e sinto-me tão profundo
que devo ser o Maior Intelectual do Mundo!"
Pensamento de “Inventão” (Manuel Pina, 1987)
"Que homem tão gordo, que homem tão feio, Que sítio tão feio, que papéis tão feios! Hei-de dizer tudo o que me apeteça! Viva a liberdade fora da cabeça." Pensamento de “Inventão” (Manuel Pina, 1987)
Bibliografia do autor
1973 - "O país das pessoas de pernas para o ar" (lit. infanto-juvenil) 1974 - "Ainda não é o fim nem o princípio do Mundo, calma é apenas um pouco tarde" (poesia) 1974 - "Gigões & anantes" (lit. infanto-juvenil) 1976 - "O têpluquê" (lit. infanto-juvenil) 1978 - Aquele que quer morrer (poesia) 1981 - "A lâmpada do quarto? A criança?" (poesia) 1983 - "O pássaro da cabeça" (poesia) 1983 - "Os dois ladrões" (teatro) 1984 - "Nenhum sítio" (poesia) 1984 - "História com reis, rainhas, bobos, bombeiros e galinhas" (lit. infanto-juvenil) 1985 - A guerra do tabuleiro de xadrez(lit. infanto-juvenil) 1986 - Os piratas(ficção) 1989 - "O caminho de casa" (poesia) 1987 - "O inventão" (teatro) 1991 - Um sítio onde pousar a cabeça (poesia) 1992 - "Algo parecido com isto, da mesma substância" (poesia) 1993 - "Farewell happy fields" (poesia) 1993 - "O tesouro" (lit. infanto-juvenil) 1994 - "Cuidados intensivos" (poesia) 1994 - "O anacronista" (crónica) 1995 - O meu rio é de ouro /Mi rio es de oro (lit. infanto-juvenil) 1998 - "Aquilo que os olhos vêem, ou O Adamastor" (teatro) 1999 - Nenhuma palavra, nenhuma lembrança (poesia) 1999 - "Histórias que me contaste tu" (lit. infanto-juvenil) 2001 - "Atropelamento e fuga" (poesia) 2001 - "A noite" (teatro) 2001 - "Pequeno livro de desmatemática" (lit. infanto juvenil) 2002 - "Poesia reunida" (poesia) 2002 - "Perguntem aos vossos gatos e aos vossos câes" (teatro) 2002 - "Porto, modo de dizer" (crónica) 2003 - Os livros (poesia) 2003 - "Os papéis de K." (ficção) 2004 - "O cavalinho de pau do Menino Jesus" (lit. infanto-juvenil) 2005 - "Queres Bordalo?" (ficção) 2005 - "História do Capuchinho Vermelho contada a crianças e nem por isso por Manuel António Pina segundo desenhos de Paula Rego" (lit. infanto-juvenil) 2007 - "Dito em voz alta" (entrevistas) 2008 - "Gatos" (poesia) 2009 - "História do sábio fechado na sua biblioteca" (teatro)
Transmissora de valores, muita da sua obra infantil e juvenil é selecionada para fazer parte dos manuais escolares, sendo também integrada em antologias portuguesas e espanholas.
Os seus textos dramáticos são frequentemente representados por grupos e companhias de teatro de todo o país e a sua ficção tem constituído o suporte de alguns programas de entretenimento televisivo, de que é exemplo a série infantil de doze episódios Histórias com Pés e Cabeça, 1979/80.
A sua obra reflete uma grande criatividade, exige do leitor um profundo sentido crítico e descodificador.
"Brincando" com as palavras e os conceitos, num verdadeiro trocadilho, Manuel António Pina faz da sua obra um permanente "jogo de imaginação", tal labirinto que obriga a um verdadeiro trabalho de desconstrução para se encontrar a saída.
Os livros "não são para ninguém, são para quem gosta deles"
Manuel Pina
Com 67 anos, o escritor, jornalista e cronista, nascido no Sabugal (Beira Alta), licenciado em direito, dividiu-se por várias áreas da literatura:
Poesia, Teatro, Literatura Infantil e Ficção.
O autor venceu o"Prémio Camões" 2011, o maior prémio literário da Língua Portuguesa. O Prémio Camões foi criado em 1989, por Portugal e pelo Brasil, para distinguir um escritor, cuja obra tenha contribuído para a projecção e reconhecimento da Língua Portuguesa.
Este dia comemora-se, para que cada um de nós não esqueça os milhões de crianças que vivem em sofrimento, sem qualquer oportunidade de serem o que realmente são: crianças!
Parabéns a todas crianças, independentemente da idade. Que o passar dos anos nunca apague a criança que existe em cada um de nós.
Com a coordenação da Profª de Música, Sandra Jesus, os alunos do 6ºB animaram com música o átrio da escola, interpretando duas melodias:
Cânone (Pachabell) de J. S. Bach e Englishmen in New York - Sting.
Dois alunos do 9º Ano, Soraia e Marcelo, interromperam por breves instantes algumas aulas para explicar os motivos que levaram à criação da "Convenção dos Direitos das Crianças" e explicitar alguns dos seus Direitos.
E, em maré de Direitos, os livros não se ficaram atrás:
Saíram das estantes com prazer,
descendo à sala de convívio, reenvindicando assim, também eles, o direito a serem lidos ou, simplesmente olhados pelos mais pequenos.
Os livros sempre contribuíram para a felicidade das crianças.
Foram expostos, na sala, os principais "Direitos da Criança".
Foi projectado um powerpoint, com esses mesmos Direitos, elaborado pela estagiária do curso de Operador de Informática, Jéssica Gonçalves.
Ser criança é mágico:
é poder viver num mundo de fantasia, poder ser o nosso herói e ser uma princesa de contos de fadas;
brincar com os amigos e carregar nos olhos a inocência da infantilidade;
ter na alma um instinto que nos faz sonhar.
Nem todas as crianças têm o previlégio de brincar ou de ter amigos.
Muitas delas, desde a nascença, vivem uma vida difícil e com o passar dos anos não sentem a emoção de poder ir pela primeira vez à escola.
Quantas crianças todos os dias acordam e não podem comer ou beber algo.
Quantas são as crianças que dormem na rua e vão à escola apenas para tomar a refeição na cantina e para poderem ter educação. Pensamos que temos azar quando algo na vida nos corre mal, mas depois quando pensamos um pouco, percebemos que somos pessoas com muita sorte, apenas por ter uma família, um lar, alimento e educação, pois há crianças no mundo que nem família têm, estão sózinhos no mundo, indefesos.
Lorena Suciu - 6ºA
Ser criança é
Ser uma flor do mundo
Pronta para crescer.
Umas têm casa, outras não
Umas têm comida, outras não
Umas que têm tanta que não precisam
Outras que não têm nada e a vão buscar ao lixo.
Mariana Fernandes 6ºA
Um lindo poema para crianças, pelo poeta e compositor brasileiro,Touquinho: