Comemora-se hoje, a 23 de Abril.
Desde 1995 que, por iniciativa da UNESCO, se celebra em todo o mundo o prazer da leitura.
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Escrita cuneiforme ( cunhada em argila) |
Na civilização mais antiga da Humanidade, a Suméria, o livro era um tijolo de barro cozido, argila ou pedra, com textos gravados ou cunhados. Esse tipo de escrita é datado de 3500 anos A.C. e é o primeiro registo humano de escrita.
A evolução deste registro deu-se no Egipto com os rolos de papiro que chegavam a vinte metros de comprimento, escritos com hieróglifos. O termo hieróglifo advém da união de duas palavras gregas: hierós (sagrado) e glyphós (escrita), desde logo uma adoração às palavras.
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Hieróglifos egípcios em folhas de papiro |
Os indianos faziam livros de folhas de palmeiras. Os maias e os astecas em forma de sanfona, de um material existente entre a casca das árvores e de madeira. Os chineses, por sua vez, utilizavam rolos de seda para fazer os livros e os romanos escreviam em tábuas de madeira cobertas com cera.
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Pergaminho ( em pele de animal) |
Com o surgimento do pergaminho, feito geralmente de pele de carneiro, tornou-se possível o fabrico de livros como os que hoje conhecemos, contudo diferentes dos actuais no tamanho, pois eram enormes, e caros, necessitando da pele de vários animais.
Os primeiros livros que surgiram eram escritos à mão, trabalho feito pelos copistas, homens encarregados de copiar os livros escritos pelos escribas.
Os primeiros copistas, na sua maioria eram monges. É de se notar que o acesso aos livros era algo que tinha um custo alto, reservado apenas à nobreza e à Igreja.
Na Idade Média ascendia uma nova classe social, a burguesia, constituída por homens dos meios populares que apesar de mudarem a sua situação financeira para melhor, não tinham prestígio entre a nobreza. O meio que encontraram para fazer parte dessa elite foi investir na cultura e no conhecimento.
Por volta do século XII, através da influência financeira, os burgueses fizeram com que o conhecimento saísse dos conventos e mosteiros.
O esforço para multiplicar o livro durou séculos. Nos antigos mosteiros, os monges copistas executavam a arte de copiar sem intervir nos escritos. Eles tinham que ter a mesma caligrafia, para que um pedaço de um livro não ficasse diferente do outro. Surgiram assim, as scriptoria, produção de cópias manuais em série e que fez surgir novas profissões.
As principais foram a actividade dos copistas, encarregados de copiar e multiplicar os textos, e a profissão dos encadernadores, aqueles a quem cabia a responsabilidade da encadernação e organização das páginas dos Códices (livros manuscritos).
Embora conhecido há muito tempo na China, o papel chega à Europa e, com o invento da prensa de Gutenberg, em 1455, o livro impresso, feito de papéis costurados e posteriormente encapados, torna-se realidade. Com essa invenção foi possível fazer vários exemplares dum mesmo livro a um preço acessível, popularizando e democratizando a leitura.
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A prensa de Gutenberg |
O “Pentateuco”, considerado o primeiro livro impresso em Portugal , cujo único exemplar original conhecido, se encontra na Biblioteca Bodleiana, na Universidade de Oxford , foi concluído em 30 de Junho de 1487, na primeira oficina tipográfica em Portugal, localizada em Faro, do editor judeu Samuel Gacon. Trata-se de um livro religioso.
Em finais do século XX, surgiu o livro digital, que pode ser lido em equipamentos eletrónicos tais como computadores, PDAs, Leitor de livros digitais ou até mesmo em telemóveis que suportem esse recurso.