Desenho do Mês - Junho


ilustração da Neuza do 5ºB



O nome do mês de junho terá tido origem no nome de Júnio Bruto - em latim Junios - ou da rainha dos deuses, Juno, a quem o mês era consagrado. Na Grécia, era festejado Júpiter Olímpico, mês de festas e jogos que teriam sido iniciados por Hércules. Entre nós é o mês dos santos populares, das fogueiras e das canções invocando os seus milagres. Este mês é representado por um jovem coberto por um manto verde escuro, com um cesto de fruta no braço e na mão uma águia.

A Reconquista cristã - HGP






recuperação do território da Península Ibérica, ocupado pelos Muçulmanos. Reconquista Cristã é a designação historiográfica para o movimento cristão com início no século VIII, que visava à recuperação cristã das terras perdidas para os árabes durante a invasão da Península Ibérica.


  D. Afonso Henriques iniciou a tomada de Lisboa com um cerco posto em prática em Julho de 1147, pouco depois da conquista de Santarém, contando para isso com o apoio dos Templários e dos Cruzados normandos, ingleses, escoceses, flamengos e alemães. 

 Em simultâneo, foi concebida uma estratégia no ataque e construíram-se as máquinas específicas para a batalha: catapultas e uma torre para facilitar a entrada e a conquista da cidade.


Ilustrações do Vitor e Lucas do 5º ano.

                        
"Eis aqui, quase cume da cabeça
Da Europa toda, o Reino Lusitano,
Onde a terra se acaba e o mar começa..."

Luís de Camões, Os Lusíadas (Canto Terceiro, início estrofe 20)

Concelhos medievais portugueses - Portugal séc. XIII

Ilustrações de alunos do 5º Ano, no âmbito da aprendizagem da História de Portugal. 
Coordenação da  Profª Celina Alves.


A vida quotidiana nos Concelhos.
O território que ía sendo conquistado aos Mouros ficava a pertencer ao rei. Este, para recompensar o clero e a nobreza pelo auxílio prestado, fazia-lhes doações. Tornou-se então necessário garantir  o povoamento e a defesa dessas terras. Para isso, tanto o rei como os grupos privilegiados procuraram atrair povoadores, a troco de direitos e regalias. Nasciam, assim os concelhos.

Os direitos e também as obrigações que passavam a existir entre o senhor e os moradores da terra ficavam escritos num documento - a Carta de floral.


No largo principal (às vezes chamado rossio) encontravam-se a Igreja, a Câmara e, ao centro, o pelourinho.
Neste largo realizavam-se as feiras e castigavam-se os criminosos.
Certos crimes eram punidos junto ao pelourinho (símbolo do poder do concelho) para servir de exemplo à população.
















"Golfinho" Campanha Solidária

"Hoje conhecida por "Golfinho" esta lancha de madeira com mais de 20 anos e outrora usada na pesca de rede artesanal, é oriunda de Monte Gordo e representante da última geração destas embarcações.
Destinada à demolição por motivo de construção de nova embarcação foi doada à ADRIP para  fins culturais e está inserida no projeto "Museu Aberto da Ria"
Atualmente encontra-se em estado de extrema degradação necessitando de recuperação urgente.
Esta exposição tem como objetivo a promoção de uma campanha solidária para angariação de fundos destinados à sua recuperação"

Trabalhos em pintura/ técnica mista, desenvolvidos nas áreas de Educação Visual e Educação Tecnológica pelo 6ºA e 6ºB, com a orientação da Profª Elizabete. 













"Sentimento" um conto na despedida do ano letivo

A última aula de português de uma turma do 5º, foi passada na biblioteca.
A história escolhida, sentimental, recontada pela Profª Celina, proporcionou uma conversa calma e delicada.






 "Precisava de um nome. Só assim poderia apresentar-se aos outros, como toda a gente.Venham aquecer os vossos corações gelados pelo Inverno no circo Sen-ti-men-to! Sentimento... A palavra agradou-lhe. Seria esse o seu nome.”Sentimento exposto e apregoado no altifalante de um circo. Sentimento escondido e aprisionado na voz de um rouxinol..."

 Um livro mágico, onde as palavras de Carl Norac se unem ao traço singular e poético de Rébecca Dautremer, a ilustradora.


Feira do Livro Usado

A biblioteca realizou a 2ª edição da feira do livro usado.
Nos últimos dias a bancada tresladou ao átrio de entrada, para abranger mais público. Ao longo dos dias fomos recebendo livros de oferta.
Os preços, muito convidativos, ajudaram à sua venda. Felizmente sobraram muito poucos.
Foi uma grande oportunidade para adquirirem livros para lerem nas férias. Estes vão com certeza contribuir para bons, tranquilos ou divertidos momentos de lazer.

Agradecemos a todos os que contribuíram, de uma ou outra maneira , para o seu sucesso, em especial aos alunos que se responsabilizaram e se dedicaram a divulgar os livros. 
Com a verba apurada enriqueceremos o acervo da biblioteca.

Para o próximo ano letivo esperamos uma maior contribuição, e consciência da importância deste tipo de inicativa para os nossos alunos.







Centenário de Álvaro Cunhal - Um Conto em Banda Desenhada

"Os Barrigas e os Magriços "

Interessantísimos trabalhos dos alunos do 6º A e 6ºB
Articulação das disciplinas EV/ET/HGP


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"Os barrigas e os magriços" um conto de Álvaro Cunhal

"A alegria de viver e lutar vem-nos da profunda convicção de que é justa, empolgante e invencível a causa por que lutamos".
Álvaro Cunhal 

Centenário de Álvaro de Cunhal
Coimbra, 10 de novembro de 1013 - Lisboa,13 junho de 2013


Em Junho de 2000, Álvaro Cunhal escreveu este conto para crianças, a propósito do 25 de Abril:


“Esta história que vos vou contar passou-se há muitos anos, ainda nenhum de vocês tinha nascido. Foi num país em que havia uns homens conhecidos como os Barrigas e outros conhecidos como os Magriços. Os Barrigas não tinham este nome por serem todos barrigudos, mas por comerem tanto, tanto, tanto que nem se percebia onde cabia tanta coisa. Houve até quem dissesse que para lá caber tanta comida o corpo dos Barrigas lá por dentro devia ser todo estômago.

Os Magriços também não se chamavam assim por terem nascido todos magrinhos. Mas porque, em certas épocas do ano, os Barrigas não lhes davam trabalho, nada lhes pagavam, e passavam tanta fome. E então sim, ficavam tão magrinhos, só pele e osso, magrinhos como carapaus secos. Os Barrigas tinham muitos campos, muitas terras, tão grandes, tão grandes, que de uma ponta nem com binóculo se via a outra ponta. Os Barrigas tinham também moinhos para moer farinha, lagares para moer azeitona e fabricar azeite. Nesses campos, nesses moinhos, nesses lagares, trabalhavam os magriços. Mas recebiam tão pouco, tão pouco, que não lhes dava para comerem eles, suas mulheres e seus filhos.

E, ainda por cima, eram mesmo maltratados, como se fossem bichos. Uma vez, um Magriço pediu ao Barriga seu patrão que lhe pagasse mais pelo seu trabalho. E sabeis vocês o que lhe respondeu o Barriga? O Barriga riu-se e respondeu: "Se não tens pão, come palha." Isto não se diz a ninguém. São palavras feias de um homem mau, não vos parece? Outra vez, um outro Magriço que trabalhava num lagar procurou o Barriga e disse-lhe «Senhor Barriga, eu fabrico cântaros e cântaros de azeite, mas o senhor fica com todo e eu não tenho azeite para temperar as batatas». E o Barriga deu uma resposta tão feia, tão feia, que não sei se aqui a diga. Mas sempre a digo. O Barriga respondeu: «Se não tens azeite para temperar as batatas faz-lhe xixi por cima.» Disse isto com palavras ainda piores, mas foi isto que disse.

São também palavras feias de um homem mau, não vos parece? Isto eram, porém, palavras feias de homens maus, mas as coisas eram ainda piores. Porque os Barrigas tinham ao seu serviço soldados armados e quando os Magriços protestavam - um, por exemplo, disse ao Barriga: «O senhor é um homem mau» - eles diziam aos soldados para prender os Magriços, meterem-nos presos nuns buracos a que chamavam prisões. Isto e ainda pior.

Uma vez, um Magriço não se cansava de protestar. «Vai-te embora daqui». E ele disse: «Não vou sem o senhor nos dar razão». O Barriga deu ordem aos soldados para lhe darem um tiro e ele morreu logo ali. Falando uns com os outros, os Magriços diziam que as coisas não podiam continuar assim. Mas havia os soldados. E se eles se revoltavam , os Barrigas diziam aos soldados para os correrem todos a tiro.

Que fazer? Se algum de vocês fosse uma Magriço, o que fazia? Foi um Magriço que se lembrou.Tinha um amigo que era soldado e disse-lhe assim: «Olha lá amigo, achas bem isto? O que os Barrigas te mandam fazer?» O soldado era bom rapaz e disse: «Eu estou de acordo contigo. Mas que posso eu fazer?»

Lembrou-se então de falar com os outros soldados e todos pensaram que era preciso ajudar os Magriços a libertar-se de tal situação. Foi então que os Magriços se juntaram todos, procuraram o mais barrigudo dos Barrigas e lhes disseram: «Isto não pode continuar assim. O senhor tem tanta terra que muita está abandonada. Nós vamos trabalhar para lá, cultivá-la, e o que produzirmos é para nós.»

O Barriga nem queria acreditar. Começou logo a gritar: «Estais malucos ou quê? Se se atrevem a isso, varro-vos todos a tiro!» Mas os Magriços não tiveram medo, foram para essas terras abandonadas, começaram a limpá-la de mato para depois cavarem e semearem. Os Barrigas protestaram, chamaram nomes aos Magriços, ameaçaram de os mandar matar. Mas o pessoal não se assustou. O mesmo sucedeu por toda a parte e os Magriços, com o seu trabalho, desenvolveram rapidamente a agricultura. Asseguraram trabalho a todos os que dantes passavam metade do ano sem trabalho e sem pão e ganharam para que ficasse a juventude que fugia. Semearam terras que estavam abandonadas. Produziram e venderam trigo, tomate, compraram vacas e ovelhas e assim produziram leite e queijo. Arranjaram máquinas agricolas.

O que fizeram os Barrigas? Chamaram os soldados e deram ordem: «vão lá e corram com esses gajos a tiro!» Os soldados foram, lá isso é verdade. Mas não deram tiro nenhum, e até deram os parabéns aos Magriços pelo trabalho que estavam a fazer. E o mesmo se passou nos moinhos e nos lagares de azeite. Os magriços tomaram conta de uns e de outros e quando apareceram os Barrigas a protestar, eles disseram: «Não lhe queremos mal, senhor Barriga. O senhor leva a farinha e o azeite de que precisa para a sua família. E nós levamos o resto para as nossas.»

E o mesmo se passou nas fábricas dos Magriços e em toda a parte. Passou-se tudo isto na primavera. Calhou começar no dia 25 do mês de Abril. Por isso, quando se fala no 25 de Abril, é dessa revolta dos Magriços e do que foram capaz de realizar que se fala.

E, para acabar a história, quero fazer-vos uma pergunta. A mim, já me têm perguntado: «Ouve lá, se tivesses vivido nessa época, com quem estarias tu? Com os Barrigas ou com os Magriços?» E eu respondo: com os Magriços, claro! E penso que conhecendo vocês esta história, dariam a mesma resposta.”



"3,2,1 cama!" - Hora do Conto

O "Conto lá" encantou os mais pequenos com uma história educativa que demonstra como a hora de ir para a cama pode ser bem divertida.

A biblioteca escolar agradeçe a colaboração prestada ao longo do ano letivo pela Biblioteca Municipal Vicente Campinas, através das visitas regulares da sua coordenadora Assunção.
A Hora do Conto, sempre muito apreciada, visou promover hábitos de leitura nos alunos, especialmente entre os mais novos.
 

"É hora de deitar, mas o Gui não consegue dormir...
Ao espreitar pelo seu telescópio, ele vê que os seus amigos extraterrestres estão em apuros e precisam da sua ajuda para se irem deitar. O Gui parte assim velozmente para o espaço, montado no seu foguetão, para ajudar os seus amigos. O Gui é um Herói!"


Castelos de Portugal - 7º Anos

No âmbito da disciplina de História, os alunos do 7º C, D e E construíram lindíssimas reproduções de  castelos portugueses. A apresentação foi feita em sala de aula.
Os mesmos encontram-se expostos no átrio da escola. 
A coordenação foi da responsabilidade da Profª Lurdes Moedas. 





"A história dos castelos em Portugal inicia-se como é de prever numa época incerta, muito para além do nascer da nossa nacionalidade como país independente.

Com o nascer da nacionalidade já todo o norte de Portugal era "povoado" por numerosos castelos; uns como centro de defesa das principais povoações, outros construídos em quase inacessíveis cabeços, em pontos estratégicos do ponto de vista da defesa geral da nação nascente.


A necessidade crescente de defender um território em constante crescimento levou a que fossem construídos cada vez mais castelos do Norte para o Sul, juntando assim novas e belas construções às que existindo eram conquistadas aos Mouros em retirada.


Em regra um castelo é uma edificação complexa, construída tendo por ponto predominante uma torre central, a chamada Torre de Menagem, em volta da qual se estendia um terreiro maior ou menor, tendo casas de habitação e arrecadações, tudo cercado por uma linha de muralhas, de paredes muitíssimo grossas e cujo traçado dependia da configuração do terreno que geralmente era muito acidentado."