A importância da leitura e da escrita


ilustração de Marina Marcolin
Ler é a capacidade que o ser humano tem de compreender o modo escrito.

Escrever é a capacidade que este tem de transmitir uma mensagem através da produção escrita.

Escrever e ler apresentam processos bastante distintos: o facto de uma pessoa ler muito bem não quer dizer que seja capaz de escrever bem, apesar de o desenvolvimento de uma capacidade implicar o da outra.


A Leitura

A leitura é fundamentalmente um acto cognitivo, o que significa que a percepção que se tem da tarefa de ler e dos seus objectivos desempenha um papel determinante, pois é esta compreensão que vai tornar operacionais e eficazes as outras competências para a leitura.

Assim, um bom leitor é aquele que, ao fomentar as operações de tratamento linguístico ao nível lexical e sintáctico de forma automática, vai, também, focar a sua atenção para a construção de um modelo de texto, interpretando-o.

Ler é descodificar, extrair o significado da escrita, daí que a leitura seja vista como um processo interactivo entre o leitor e o texto, através do qual o primeiro reconstrói o significado do segundo.

A leitura é, ainda, vista como um processo interactivo porque diferentes leitores extraem níveis de informação diversificados sobre o mesmo texto, pois possuem níveis de conhecimento diferentes em relação ao tema de que trata o texto, ou seja, a informação que um leitor retira de um texto está dependente do conhecimento que possuí sobre o assunto a que se refere o mesmo.

A leitura ajuda a criança a construir a sua identidade, a sua relação com o mundo e a tornar-se num ser activo e tolerante.

Mediante o apelo ao imaginário, a leitura permite-lhe a transposição de universos, a vivência de outros modos de ser, a resolução de conflitos interiores e de problemas de ordem psicossocial.

É, por isso mesmo, um factor decisivo na maturidade da criança, e do adolescente, no seu equilíbrio afectivo, na sua inserção no colectivo da escola e da comunidade em geral.

Estes valores e prática contribuirão para a formação de cidadãos conscientes e participativos numa sociedade democrática.


A Escrita

A escrita é um processo manual pelo qual se traduz aquilo que se passa na nossa mente, é um processo através do qual comunicamos sob a forma de escrita.

Antes de escrever a criança tem que estruturar o seu pensamento de forma a transmiti-lo com coerência e clareza, ou seja, a competência de escrita obriga a um crescente controlo produtivo sobre as operações linguísticas de acesso, selecção lexical e sobre a organização sintáctica do enunciado guiado pelas intenções comunicativas.

Deste modo, a escrita obriga a um empreendimento mais dispendioso em termos de atenção, de memória e de tempo que se gasta para desempenhar a tarefa.

Fonte: http://www.junior.te.pt/servlets/Gerais?P=Pais&ID=2436



Por que ler é importante - 8º Ano

Atividades da Semana da Leitura



Por que ler é importante - 5º Ano

 Atividades da Semana da Leitura


Dia do Pai

  O meu Pai

O meu pai já me levou
A voar num avião!

O meu pai já foi à lua
Num enorme fogetão!

O meu pai é muito alto,
Muda as lâmpadas do tecto!

O meu pai é corajoso,
Nem tem medo de um insecto...

O meu pai lê o jornal
Com os óculos no nariz.

E o meu faz rir toda a gente,
Com as piadas que diz!

Quando vamos ao café,
O meu pai explica-me tudo:
Porque é que o sol nos aquece,
Porque é que eu sou cabeludo!...

O meu pai conta-me histórias,
Quando é hora de ir para a cama.
Manda-me lavar os dentes
E vestir o meu pijama.

O meu pai não está cá hoje
E eu já sei que é mesmo assim:
Mesmo quando ele está longe,
Nunca se esquece de mim!

O meu pai já foi à China,
E ficou com os olhos em bico!

O meu pai é cientista,Ele é muito inteligente.

O meu pai quiz ser bombeiro,
E assim salva muita gente!

O meu pai é astronauta!

O meu pai é ciclista!

E o meu pai é engenheiro
E, às vezes electricista!

Pais há muitos, e ainda bem,
Pois cada um tem o seu.
A verdade é sempre a mesma:
O MELHOR PAI É O MEU!

Do livro "Canta o galo gordo" dos autores Inês e Gonçalo Pratas

ilustração Rose nel deserto

Semana da Leitura - Ilustrações em destaque

A equipa da Biblioteca apreciou todos os trabalhos de pintura desenvolvidos pelos alunos na atividade de arte proposta para esta semana, dedicada à leitura e ao mar, e resolveu destacar os seguintes desenhos que  primam pela criatividade, empenho e apresentação. Muitos parabéns! Continuem a surprender-vos e a encantar-nos, pois oportunidades não faltarão.


"Quando vou ao farol lanço o meu anjol"

"Nas histórias do mar é que sabe bem sonhar"

"A luz faz inspiração"

desenho e texto de Rui Ramos
 


"Nem tudo é o que parece"

Dinis Rodrigues
 
Inês Mateus


Leonardo Montes

Ricardo Barbosa

Roberto Rodrigues

Semana da Leitura - Maré de Letras e Arte

A Semana da Leitura foi uma iniciativa desenvolvida no âmbito da Semana da Leitura 2013, proposta pelo gabinete do Plano Nacional de Leitura.
 As atividades proporcionadas durante esta semana visaram reforçar a criação de hábitos de leitura associados ao prazer e ao divertimento.
Esta "maré de letras" envolveu, ao longo da semana, uma generosa partilha entre os alunos, que puderam livremente escolher os seus livros, canções e poemas preferidos a apresentar. As conversas sobre leituras também marcaram estes dias. No Cantinho da Leitura trocaram-se ideias e gostos que incentivaram a procura de livros.
Esperamos que todos tenham gostado e que possam tirar o melhor proveito.


O tema foi "O Mar", sempre tão inspirador...

A Maré forma uma onda inspiradora

Uma onda feita de pedacinhos de papel em tom de azul, recortados de revistas de publicidade, para inspirar todos os que passaram pela biblioteca nestes dias e quiseram contribuir, através das várias atividades propostas, para uma semana inesquecível cujo lema foi o MAR.





E porque pensar no mar é pensar em Sophia, aqui fica um pequeno poema seu. 


"Dos banhos nas manhãs de maré-alta, saíamos entontecidos e um tanto exaltados. Seguíamos com atenção o inchar de cada onda, pois éramos arrastados à rola se não mergulhávamos a tempo. O espraiar da água enrolava à volta das nossa pernas algas verdes,... A rebentação criava em nossa volta um halo de bruma e tumulto e habitávamos o interior dos pulmões da maresia."

Sophia de Mello Breyner Andresen

"Praia de Monte Gordo" e "Praia da Lota" documentário

Ao longo da Semana da Leitura foram projetados na biblioteca e no átrio da escola, para toda a comunidade escolar, os filmes documentais de Sofia Trincão e Óscar Clemente, co-produzidos pela Associação de Defesa do Património de Cacela (Adrip) e pela produtora andaluza La Balanza PC.
Estes filmes, inéditos, têm estreia prevista para este mês, em festivais internancionais.

 

O filme, de 2006, com cerca de 30 minutos, narra a história do "Deus Me Proteja",a última embarcação tradicional existente na praia de Monte Gordo, e a luta dos pescadores para o salvar da destruição.


"Entretanto, a última lancha de madeira existente em Monte Gordo, cujos últimos dias de faina estão registados no documentário «Praia de Monte Gordo», já conseguiu «estatuto de protecção», sendo evitado o seu abate ao abrigo dos programas comunitários de modernização da frota pesqueira.

A Adrip, associação que co-produziu o documentário, conseguiu, junto da Direcção Geral de Pescas, a sua doação, evitando assim que o seu dono fosse obrigado a demolir a embarcação.
Em cumprimento da lei, este barco não poderá mais voltar a navegar, pelo que a Câmara Municipal de Vila Real decidiu conservá-lo, em homenagem aos pescadores de Monte Gordo.

Planeia-se, neste momento, a sua colocação na rotunda poente do bairro dos pescadores, naquela vila do Sotavento."
Fonte: http://www.barlavento.pt/index.php/noticia?id=13020&tnid=5


O vagabundo do mar

"Sou barco de vela e remo

sou vagabundo do mar.
Não tenho escala marcada
nem hora para chegar:
é tudo conforme o vento,
tudo conforme a maré...
Muitas vezes acontece
largar o rumo tomado
da praia para onde ia...
Foi o vento que virou?
foi o mar que enraiveceu
e não há porto de abrigo?
ou foi a minha vontade
de vagabundo do mar?
Sei lá
Fosse o que fosse
não tenho rota marcada
ando ao sabor da maré.
É, por isso, meus amigos,
que a tempestade da Vida
me apanhou no alto mar.
E agora
queira ou não queira,
cara alegre e braço forte:
estou no meu posto a lutar!
Se for ao fundo acabou-se.
Essas coisas acontecem
aos vagabundos do mar."

Manuel da Fonseca

Semana da Leitura com Afonso Dias

O Cantinho da Leitura ampliou, para receber a visita do nosso já conhecido e amigo, animador, contador de histórias e de poesias. Todos os alunos estiveram presentes, à execção  do 9º por se encontrar em viagem de finalistas.
Ao som da viola, Afonso Dias partilhou canções tradicionais e recitou poesias de grandes poetas da nossa língua. Foram momentos animados e com muita participação dos alunos. "Grândola Vila Morena" também marcou presença.


A última sessão, a da despedida, foi na biblioteca. Juntou-se um grupo pequeno de alunos. Para além das brincadeiras com poesias e canções, o Luis partilhou o poema  "Mostrengo" de Fernando Pessoa, e ao som da viola tocada pela Joana, um grupinho de meninos cantou "Zé love Maria", um dos textos que compõem o livro Eu Sei um Segredo, de José Guedes, com ilustrações de Carla Mourão.






O MOSTRENGO

"O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
A roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,

E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:

«El-Rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,

Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»

E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,

E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»

Fernando Pessoa in "Mensagem"

Semana da Leitura




"Não há melhor fragata do que un livro para nos levar a terras distantes"

Emily Dickinson



Maré de Letras e Arte - Dia da Poesia

No átrio da escola, para toda a comunidade escolar, alunos do 5º,7º e 8º Anos recitaram  e cantaram poemas, acompanhados à viola pela Profª Sylvie e pela Joana.



Poemas do declamador e poeta Ary dos Santos, de Miguel Torga, e de Almada Negreiros recitados por Mário Viegas, acompanharam a semana, assim como várias canções dos "Trovante".